baga baga
arte, informação, agenda de fusão, cultura, dicas, co criação, imaginação lisboa - praia - luanda - porto - milano - são paulo - new york - maputo - casablanca - barcelona - napoli - mindelo - london - dakar do bairro alto para o mundo e vice-versa - A DICA É DAR A DICA !
11.5.11
Porta Aberta - CPS
O atelier do Centro Português de Serigrafia, vai abrir-se ao público, hoje a noite para a inauguração da exposição Porta Aberta e no Sábado, dia 14 de Maio, quando o artista Telmo Alcobia e os técnicos de serigrafia vão mostrar várias fases do processo de realizar uma serigrafia no CPS. Nos mesmos moldes, Gabriel Garcia, e os técnicos de Gravura irão mostrar também esse processo,
tecnicamente bastante diferente, mas também uma obra de arte múltipla.
O CPS oferece uma obra aos visitantes, que devem se inscrever previamente. Existe uma sessão as 11h e outra as 15h, sendo que serão iguais.
Os contactos são : telefone: 213 933 260 ou por e-mail:contacto@cps.pt.
É de realçar também as outras iniciativas do CPS, no texto descrito abaixo, que se iniciam com uma inauguração hoje, e que, neste contexto de comemoração, as inscrições de Sócio CPS serão inteiramente gratuitas de 11 a 14 de Maio e os novos Sócios recebem uma obra de valor até €395.
CENTRO PORTUGUÊS DE SERIGRAFIA COMEMORA 25 ANOS COM ATELIER ABERTO
Pela primeira vez em 25 anos, o Centro Português de Serigrafia (CPS) apresenta na sua Sede, no dia 11 de Maio, pelas 18h00,
a exposição Porta Aberta: Viagem pelo Processo Criativo que mostra como nascem e se concretizam as suas edições de serigrafia,
gravura e litografia, sendo o processo de criação o protagonista.
É um convite para entrar numa viagem pelas várias metodologias utilizadas na criação das obras de arte que os artistas realizam no Atelier CPS.
Os visitantes terão acesso a material de “bastidores” que normalmente não vem a público. É um abrir portas ao backstage do CPS.
Provas sequenciais e testes de cor, acetatos e quadros de serigrafia, matrizes seleccionadas de xilogravura, linóleo e gravura sobre metal,
pedras litográfica, compõem no seu conjunto as raízes de criação de várias obras de dezenas de prestigiados artistas como Cruzeiro Seixas,
Malangatana, David de Almeida, Marçal, Helena Abreu, José Faria, Mónica Fuster, Xavier, Jan Voss ou Harold Cohen e que poderão agora ser vistas.
Esta exposição complementa-se com a abertura igualmente inédita do Atelier CPS ao público, onde os visitantes terão oportunidade de assistir à
demonstração “ao vivo” de vários processos de Obra Gráfica Original, designadamente de Serigrafia, Gravura e Litografia. Estas visitas guiadas ao
“Atelier Aberto” ocorrerão nos dias 11 de Maio, às 19h (após a inauguração da exposição) e 14 de Maio, às 11h e 15h, sendo necessária marcação
prévia (Tel. 213 933 260 ou E-mail contacto@cps.pt).
Nos dias seguintes inauguram outras duas exposições que enaltecem as virtudes de cada processo: a serigrafia em FWET Pop Stars de Carlos Barroco,
no CPS no Centro Cultural de Belém (inauguração a 12 de Maio pelas 19h) e a gravura em Paisagem de Saskia Moro, no CPS Twin Towers – Sete Rios
(inauguração a 13 de Maio pelas 19h).
Sede: Rua dos Industriais, 6 1249-023 Lisboa I T. 213 933 260 I contacto@cps.pt I www.cps.pt
CCB: Centro Cultural de Belém, Loja 7, Praça do Império 1449-003 Lisboa I Tel. 213 162 175
Twin Towers: Galerias Twin Towers, Lj 1.44 Rua de Campolide, 351C 1070-034 Lisboa I Tel. 217 220 484
12.3.11
Os livros dos Outros - Inaugurou hoje
17.2.11
Inauguração Lisboa, este Sábado
A profusão de símbolos visuais e elementos industriais com os quais somos bombardeados no quotidiano urbano dá origem a um cenário de ruído comunicacional. Cada um desses signos e símbolos pretende passar uma mensagem, seja ela a venda de um produto, a reivindicação de um direito, a simples assinatura de um transeunte ou uma advertência de perigo. Entre todos estes produtos da civilização, avançamos e movemo-nos com maior ou menor facilidade. Se os artistas futuristas do início do século XX proclamavam a velocidade como forma de vida e arte, hoje em dia ela não precisa de incentivos. Os artistas associados ao Nouveau Realisme fizeram do mundo uma tela e criaram imagens a partir dos seus fragmentos industriais. Após as guerras, voltou a prosperidade económica e vender tornou-se fonte de um estilo de vida baseado em comprar. A publicidade desde então reina nas ruas e nas casas, tendo a Arte Pop aproveitado esta linguagem, vampirizando-a e transformando-se na crítica a este estilo de vida: a cultura de consumo. Hoje, a profusão exacerbada do graffiti torna-o por vezes invisível no espaço urbano e perde o carácter interventivo. Originariamente linguagem artística de rua, acaba por contaminar as galerias.
A panóplia de estímulos dá lugar à entropia comunicacional. Paradoxalmente, por mais gritantes que sejam os elementos visuais à nossa volta, quanto mais os vemos menos os apreendemos, pela embriaguez visual em que entramos. Assim, poder-se-ia dizer que igual seria se as paredes que nos rodeiam fossem todas brancas e as máquinas silenciosas. Mas tal não é verdade. O nosso silêncio não é feito da ausência de som e o branco tem todas as formas e cores lá dentro. Simplesmente deixamos de olhar e escutar. Mesmo que o mapa que se nos apresenta à frente seja um plano terrorista, apenas já só vemos linhas e ruas. Da confusão, o que fica? A arte contemporânea assume ainda a influência pop. No entanto, ela deixou de usar os ícones pop com o entusiasmo optimista que caracterizava muita da arte dos anos 60, mesmo quando ela estava no seu auge transgressor. Em vez disso, a arte hoje aborda o imaginário da sociedade urbana com azedume e frivolidade melancólica1.
Esta exposição é uma selecção feita a partir do acervo Artelection e não pretende efectuar ligações entre os artistas, de origens, percursos e opções estéticas heterogéneas, senão mesmo opostas em alguns casos. Em comum, a referência à actividade incessante, à produção industrial, à comunicação de massas, à sinalética de orientação ou à decomposição destes elementos pelo uso desenfreado ou pela mera passagem do tempo. No final, talvez fique uma confusão visual, talvez se retenha um elemento particular, ou talvez mesmo nada fique.
Curadoria Miguel Matos
Artistas: Albuquerque Mendes, Esther Pizarro, Ivan Messac, Leonel Moura, Mendes de Almeida, Peter Klasen, Raymond Hains, Rui Effe, Sara Franco, Telmo Alcobia.
A Galeria São Bento fica na Rua do Machadinho, 1, Lisboa
1. LUCIE-SMITH, Edward, Movements in Art Since 1945, Thames & Hudson, Londres, 2000, p.259
14.1.11
Exposição dos 25 anos do Centro Português de Serigrafia
Inauguração: dia 21 de Janeiro de 2011, às 18h30
Local: Quai de la Batterie, Hôtel de Guînes, 2 rue des Jongleurs – Arras, France
Patente: de 21 de Janeiro a 19 de Fevereiro de 2011
Artistas e poetas expostos:
Alexandra Mesquita, Ana Zanatti, Andrés Alcántara, Antonio Carvajal, António Ramos Rosa, Antonio Seguí, Artur Bual, Bernard Rancillac, Carlos Calvet, Cristina Ataíde, Cruzeiro Seixas, David de Almeida, Eduardo Nery, Errö, Eurico Gonçalves, Fernando Lanhas, Francisco Simões, Gabriel Garcia, Gertrud Stein, Gonçalo Salvado, Gracinda Candeias, Harold Cohen, Helena Abreu, Hugo Beja, Irene Buarque, Ivan Messac, Jacques Monory, Jan Voss, Jimenez, João Cutileiro, João Vieira, Jorge de Sousa, Jorge Martins, Jorge Nesbitt, José Faria, José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Lídia Jorge, Lima de Freitas, Luís Pinto Coelho, Madalena Fonseca, Maluda, Manuel Baptista, Manuel Gantes, Marçal, Maria João Fernandes, Mário Cesariny, Mónica Fuster, Nadir Afonso, Pedro Oom, Peter Klasen, Rico Sequeira, Roger Mandersheid, Siza Vieira, Sofia Areal, Telmo Alcobia, Velickovic e Xavier.
mais informações aqui CPS
1.10.10
Cem República
NOVA DATA E HORA DE INAUGURAÇÃO: SÁBADO, 9 DE OUTUBRO, PELAS 18H30
NA INAUGURAÇÃO VAI SER PINTADA UMA TELA COLECTIVA com 2 x 7 METROS, AO VIVO, POR TODOS OS ARTISTAS
COMO PARTE DA OBRA APRESENTADA, A ARTISTA CATARINA PESTANA IRÁ TAMBÉM REALIZAR UMA PERFORMANCE,QUE CONTARÁ COM A PARTICIPAÇÃO DE UMA FIGURA PÚBLICA MUITO CONHECIDA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
29.9.10
Cem República

Galeria António Prates apresenta, sexta-feira, 8 de Outubro, 22h
ANA MARTINS | CATARINA PESTANA | CARLOS FARINHA
CLARA MARTINS | EVA ALVES | GABRIEL GARCIA
INÊS MARCELO CURTO | JOANA ROSA | MARIANA GILLOT
MARTINHO DIAS | PEDRO ZAMITH | RUI EFFE |
TELMO ALCOBIA | TIAGO PIMENTEL
«Cem República»
EXPOSIÇÃO COLECTIVA
8 Out – 6 Nov 2010
Por ocasião do Centenário da Proclamação da República Portuguesa, a Galeria António Prates realiza uma exposição que reflecte sobre o tema. No dia 8 de Outubro pelas 22h, inaugura a exposição: Cem República. São 14 jovens artistas que se debruçam sobre o Centenário e o seu significado, por diversos prismas. Que balanço fazer destes cem anos? E que significa a República nos tempos actuais? Afinal, que tem a geração jovem a dizer sobre este e tantos outros eventos que moldaram a sociedade e o país em que vivemos? Será que lhe estão indiferentes, como o estereotipo anuncia? O título da exposição joga com estas questões, marcando o evento, mas também deitando um olhar crítico sobre este, com alguma ironia e humor.
As obras apresentadas vão desde a pintura, à escultura, ao desenho e à instalação, bastante diversificadas entre si, da figuração à abstracção. A exposição tenta abordar o tema do Centenário com o cuidado que o tema merece, mas sempre de uma forma dinâmica, contemporânea, e por vezes irreverente. Não há motivo para que uma exposição sobre um tema de tamanha importância histórica não tenha vitalidade, actualidade e até espontaneidade.
Para promover ainda mais esse sentimento, os artistas expostos irão realizar uma tela colectiva, inspirada no tema da República, que será pintada no local. Os artistas irão preparar a tela nos dias anteriores à inauguração, e realizar a parte final do trabalho durante a inauguração. A tela em questão será de grande dimensão, com cerca de 7 metros de largura, e inspirados pelos retratos mútiplos de Andy Warhol, cada artista irá trabalhar sobre uma imagem do busto oficial da república, fazendo a sua proposta para um novo busto da república, dos tempos modernos.
A exposição apresentará 2 peças de cada artista, mais a tela colectiva. Os artistas estarão presentes na inauguração, e realizarão uma obra de arte colectiva ao vivo.
A exposição estará patente ao público até ao dia 6 de Novembro e a entrada é gratuita.
16.6.10
praia maria
Exposição de Joalharia Contemporânea de Cabo Verde, de Kwame Gamal
de 15 a 22 de Junho entra as 16h e as 20h @ Fundação Amílcar Cabral

Estreia na Praia de ULIME, de Tambla Almeida
18 de Junho, 20h30 @ Palácio da Cultura Ildo Lobo
MASTERCLASS ULIME, com a presença do Realizador Tambla Almeida e a produtora Matilde Dias
20 de Junho, 19h00 @ Fundação Amílcar Cabral

Teatro Infantil OLHA O OLHO DO MENINO
19 de Junho, 17h00 @ Praça Cruz di Papa

“Le Bestiaire Étincelant” - da companhia francesa de Teatro de Rua
19 de Junho, 19h00 @ em frente Auditório Jorge Barbosa

Paulino Vieira
19 de Junho, 21h00 @ Assembleia Nacional
11.5.10

Completamente filmado com a câmara de um telemóvel, La paura (O medo) mostra imagens capturadas “de modo selvagem” pelo grande Pippo Delbono, um artista italiano conhecido principalmente pelos seus trabalhos teatrais. As várias sequências da sua longa-metragem, caracterizadas pela debulha típica destas máquinas de filmar em miniatura, dão vida a uma poesia mordaz. E assim se instaura um diálogo entre a barriga saliente do artista, e aquele programa de televisão italiano ridículo que fala de obesidade infantil, onde o médico, também ele obeso, incentiva as crianças a fazer desporto. Mas este diário de imagens não contém só episódios divertidos. É também um testemunho do estado geral para o qual pende a península italiana (especialmente Roma) e a sua cultura política, sempre pronta para estigmatizar emigrantes e estrangeiros.
Pippo Delbono entra de facto em campo, e vai a Milão para assistir ao funeral do jovem africano assassinado a 14 de Setembro de 2008 pelos proprietários de uma loja, pai e filho, por ter roubado um pacote de bolachas. O artista grava para não esquecer. Regista sem piedade este momento trágico, consequência de um momento de racismo comum. Um polícia aproxima-se no fim da cerimónia, e pede-lhe que não lance mais achas para a fogueira. Outros momentos de vergonha: a leitura de frases xenófobas e ofensivas escritas numa parede, ou o número incrível de pessoas que vivem na rua. Oscilando entre o sério e o espirituoso, com o seu telemóvel Pippo Delbono coloca também a sociedade do espectáculo a nú. Tal como os rostos enquadrados no primeiro plano, assim é representado o mundo, sem adornos nem artifícios. Porque a matéria prima do filme é a verdade, a realidade tangível e demonstrável, capturada e montada pelo artista, que consegue transformar em instrumento de libertação aquele pequeno objecto que todos nós temos no bolso.
24.3.10
Agência Stealthy - Telmo Alcobia
GALERIA DE S. BENTO
Agência Stealthy
O contacto com a pintura do Telmo Alcobia remete-nos para a iconografia da sinalética, da banda desenhada, do pictograma e da street art. Qualquer uma destas linguagens é de uso recorrente para atingir massas populacionais, tendo assim uma função social primordial.
A pintura como instrumento eficaz de intervenção e propaganda, a acção de exaltar as qualidades de algo para um número generalizado de pessoas, a disseminação de ideias e ideais religiosos, actos políticos, clichés publicitários – religião, trabalho, família e raça – sendo verdadeiros ou falsos, estão inclusos nos trabalhos que o artista apresenta nesta exposição. Procurando novas formas num ideal de harmonia matemática, apoiadas por relações sociais que passam pela geometria ou não, procura negar a concepção pacífica e adquirida que uma sociedade tem das “formas belas” e propõe outras configurações possíveis do real.
“A liberdade é o acto da escolha que é a escolha de um acto”
(Pareyson)
Morada
Galeria de S. Bento, Rua do Machadinho nº 1
Tel:213 974 325/ Tlm:966 821 830
Artelection
Rua dos Industriais nº 6
Tel:213 933 266/ Tlm:927 504 422
2.3.10
2 eventos, 2 livrarias
em primeiro lugar:

Na Ler Devagar, as 18h30, na LX Factory, o lançamento do livro
"Diálogos para o fim do mundo" de Joana Bértholo,
vencedor do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho 2009, com presença da própria
e segundo lugar
Na livraria Babel (antiga livraria Guimarães, Chiado), pelas 19h00,
a inauguração de uma pequena exposição colectiva
de trabalhos inspirados em obras de Agustina Bessa-Luís de que participo eu,
Telmo Alcobia, Helder Dias e outros

são eventos próximos no tempo, mas também no espaço,
o que não impossibilita a ida aos dois
espero por vós lá
23.11.09
The exhibition travels from the spatial dimensions of the Atlantic Ocean as a crossing point of cultures and populations over the last centuries. Moving on from the formulation “Black Atlantic”, as articulated by the English theoretician Paul Gilroy, the project narrates the cultural entanglement between European, American and African identities. It presents a selection of four artists from these three continents whose work re-traces historical events and memories bound to the history of colonialism and its heritage of contemporary racial politics. The ideologies connected to the birth of the European nation states, the heritage of slavery in the United States and the complex post-colonial situation in contemporary Africa make up the principal themes of the artists’ approaches. Voices and memories as well as personal and collective geographies form the labyrinthine itinerary of the show, designed to provoke reflection on the nature of individual freedom and the political emancipation of the contemporary world.In the background the image of the Atlantic Ocean remains a symbolic and real reminder of the circularity of cultures, of oppression and freedom. These conditions have indelibly marked the modern history of the continents that border this ocean.
18.11.09
esta semana @ fac
17 de Novembro - terça-feira
SiNeKafé – 19h
1929 ı P&B ı 16 min
Un Chien Andalou é um filme surrealista lançado em 1929 na França e dirigido/escrito por Luis Buñuel e Salvador Dalí. É considerado o maior representante do cinema experimental surrealista, embora exista outros filmes do gênero. Foi realizado em 1928, época ainda do ápice das vanguardas européias, o filme nasceu de uma colaboração de Luis Buñuel com o pintor Salvador Dalí.
18 de Novembro - quarta-feira
Mês Internacional do Filme Documentário– 19h
Documentário/Debate
O Comércio Justo, de Martine Bouquin et Jean Lefaux – 1999 – 47mm
A Ilha das Flores, de Jorge Furtado, 1989 – 13mm
O debate conta com a presença de Mário Vaz Moniz, Presidente da Plataforma ONG e Irani Maia Pereira, Economista
Co-produção: FAC e Centro Cultural Francês
19 de Novembro - quinta-feira
Dia Mundial da Filosofia – 19h
Instalação, poesia visual e outros contributos
O Dia Mundial da Filosofia foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Todos os anos ele é comemorado na terceira quinta-feira do mês de novembro. Neste ano, o dia 19 de novembro permite mais uma possibilidade de provocarmos perguntas e refletir sobre a importancia da Filosofia para reaprendermos a ver o mundo (Merlau-Ponty) continuamente. Inicialmente o projecto seria conduzido por Irene Cruz, docente de filosofia da UNI-CV, e Juliana Tq. Luiz, socióloga, com a participação especial de César Schofield Cardoso. Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, o evento teve que ser adiado. No entanto, e porque o dia mundial da filosofia não deve ser passado em branco, uma das salas da Fundação Amílcar Cabral irá apresentar um work-in-progress a partir do trabalho audiovisual de César Schofield Cardoso e de retalhos de “filosofia visual” de Samira Pereira.
Cinema Documentário @ Voz Di Povo (todas as quintas) – 21h
Jazz Casual” gravado em Outubro de 1961 pelo Dave Brubeck Quartet (Rhino Home Video, 30 minutos). Gleason congela o grupo em seu apogeu. No ano anterior, seu revolucionário disco “Time Out” batera o recorde de vendas com mais de um milhão de cópias. Gravadas em 1959, suas sete faixas, de “Blue Rondo a la Turk” a “Pick Up Sticks”, expandiam o som do jazz para novas galáxias de tons e tempos, provando que era possível combinar experimentação e popularidade.
“O jazz desafia o público”, garante Brubeck numa relaxada entrevista para Gleason. Resumindo o que escrevera anos antes na revista especializada “Downbeat”, Brubeck explica que “Time Out” era a prova de que os ouvintes de jazz estavam prontos a serem guiados para exercícios com bitonalidade e polirritmia, pondo em prática sua busca por “mudanças harmónicas mais aventurosas”.
Com esperta direcção de TV de Dick Christian, “Jazz Casual” devassa a máquina celestial do quarteto, ora acompanhando o contraste de ritmos entre as mãos de Brubeck ao piano, ora fechando na cadência implacável de Morello na bateria, ora enquadrando os quatro mágicos para um milimétrico desfecho.
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21 de Novembro - sábado
Oficina de Reciclagem com Alex Carvalho – 9h às 13h
(pais, filhos, avós, net@s, ti@s, sobrinh@s e amig@s)
Tragam roupa confortável!!!!
-
Fundação Amílcar Cabral
+238 261 3370
21.10.09
20.10.09
7.10.09
Exposição Art Déco, 1925
Abre ao público a 16 de Outubro
Um notável conjunto de criações representativas do estilo art déco, tendência artística que se afirma a partir da década de 1920, será objecto de uma exposição do Museu Calouste Gulbenkian a partir do dia 16 de Outubro até 3 de Janeiro de 2010.
A mostra Arte Déco, 1925 vai reunir uma centena e meia de requintadas peças de porcelana, cerâmicas, vidros, pinturas, desenhos, esculturas, jóias e mobiliário, que pretendem evocar a Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925. Do conjunto de peças agora apresentado no Museu Gulbenkian, cerca de meia centena estiveram expostas em Paris, como a importante escultura Le Printemps ou Hommage à Jean Goujon de Janniot, adquirida por Calouste Gulbenkian e que ornamentava a fachada do pavilhão “Hôtel du Collectioneur”.
Podem ser vistas jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), obras provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas e também nacionais.
Para além da referida escultura de Janniot, figuram na exposição várias outras peças da colecção Gulbenkian nomeadamente jóias, vidros, objectos decorativos e livros de arte representativos desta nova forma de expressão visual.
Apesar da ausência oficial de Portugal na exposição de 1925, o escultor Canto da Maya, na altura a viver em Paris, apresentou obras suas em diversos pavilhões franceses, estando agora representado com duas obras de que se salienta a terracota Eva ou Femme au Serpent.
A exposição contou com empréstimos de obras de instituições públicas e privadas, maioritariamente francesas, que aceitaram emprestar alguns dos tesouros das suas colecções. As especialistas Chantal Bizot e Dany Sautot comissariam esta mostra.
Entre as actividades em torno da exposição, destaque para dois recitais dedicados à música francesa nos primórdios do século XX, nos dias 18 de Outubro e 8 de Novembro e para o programa de visitas orientadas, terças e quintas, às 15h.
Imagens em alta definição da exposição podem ser descarregadas em:
Ver GALERIA DE IMAGENS
Sala de Exposições Temporárias da sede da Fundação Calouste Gulbenkian
terça a domingo: 10h-18h
Encerrada à segunda-feira
e nos feriados de 25 de Dezembro e 1 de Janeiro
€5,00
10.9.09
amanhã começa o DOCKANEMA
6.9.09
DOCKANEMA INFORMA
"Os nossos lugares proibidos" de Leïla Kilani, Marrocos/França, 2008, 105’ATRÁS DO ARCO-ÍRIS vencedor do 2º prémio de Documentário no Festival Fespaco 2009 (rigoroso e bem documentado)
BEHIND THE RAINBOW
Jihan El Tahri, Egipto/França/África do Súl, 2009, 138’
SAB 12 18h CCFM
SEG 14 16h30 FLECS- UEM
DOM 20 20h AVENIDA
"Atrás do Arco-Iris" explora a transição do ANC desde a organização de libertação até ao partido do governo da África do Sul através da evolução da relação entre dois dos seus mais proeminentes quadros, Thabo Mbeki and Jacob Zuma.
Exilados durante o apartheid, eram irmãos de armas. Sob as ordens de Mandela, trabalharam lealmente para construir um estado não-racial. Agora são ferozes rivais. O seu confronto ameaça dividir o ANC e o país, enquanto isso, os pobres tentam desesperadamente espera
Nascida no Egipto Jihan El-Tahri tem o grau de Mestre de Artes em ciências políticas da Universidade Americana do Cairo (1986) e trabalhou como jornalista, escritora e realizadora desde 1984. O trabalho dela é caracterizado por um conhecimento profundo e entendimento de matéria política no Médio Oriente e África.
Behind the Rainbow explores the transition of the African National Congress (ANC) from its role as a liberation organization to its position as South Africa’s ruling party, by means of the evolution of the relationship between two of its most prominent leaders, Thabo Mbeki and Jacob Zuma. Exiled under Apartheid, brothers in arms following Mandela’s leadership, they loyally labored to build a non-racial state. Now they are bitter rivals. Their confrontation threatens to tear apart the ANC and the country, mean while the poor desperately seek hope in change and the elite fight for the spoils of victory.
Egyptian-born Jihan El-Tahri holds a Master of Arts degree in political science from the American University of Cairo (1986) and has worked as a journalist, a writer and a filmmaker since 1984. Her work is characterized by an in-depth knowledge and understanding of complicated political matters in the Middle East and Africa.
1990-1994 Algérie: la vie malgré tout – Abortion in Ireland – The Spiral Tribe : Rave parties in UK – Voleurs d’Organes – Le Coran et la Kalashnikov / 1995-1998 Holidays in Hell – Israel and the Arabs / 1998 L’Afrique en morceaux: la tragédie des grands lacs / 2000 54 heures d’angoisse / 2001 Histoire d’un suicide : Pierre Bérégovoy / 2002 Regards Croisés sur le Sida / 2003 Humanitarian Crisis…and Then ? – The Price of Aid / 2004 Les Maux de la Faim - House of Saud / 2007 Cuba, uma Odisseia em Africa / 2009 Behind the Rainbow
SESSÃO ANGÈLE DIABANG DOM 13 18h CCFM
Senegal
Mon beau Sourire, 2005, 5'
Senegalesas e Islão, 2007, 40'
Yandé Codou, a griotte de Senghor, 2008, 52' (repetição SEXTA 18 16h30 FLECS - UEM)
A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é um dos últimos mestres da poesia polifónica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal junto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor. Uma história doce e amarga sobre a grandeza, a glória e... a fuga do tempo.
Nascida em 1979, Angèle Diabang Brener diplomou-se no Média Centre de Dakar em 2003. Montou inúmeros filmes, videoclipes e publicidade antes de realizar a sua primeira curta-metragem documental “Mon Beau Sourire” em 2005. Desde então, criou a sua própria empresa de produção Karoninka.
The 80-year oldish Yandé Codou Sène is one of the last leading singers of polyphonic serere poetry. This documentary gives an intimate glance on a true diva who sang through Senegalese history accompanied by the mythical “president – poet” Léopold Sédar Senghor. Here is a sweet and bitter story about greatness, glory and… the flight time.
Born in 1979, Angèle Diabang Brener graduated from the Dakar Media Centre in 2003. She edited numerous films, video clips and advertisements before directing her first short documentary “My Beautiful Smile” in 2005. Since then, she has set up her own production company Karoninka.
NOSSOS LUGARES PROIBIDOS vencedor do 1º prémio de Documentário no Festival Fespaco 2009 (pela criatividade e pela força)
NOS LIEUX INTERDITS
Leïla Kilani, Marrocos/França, 2008, 105’
Em 2004, o rei de Marrocos Mohamed VI implantou uma Comissão de Igualdade e Reconciliação para investigar o estado de violência ocorrida nos "anos de chumbo". Durante três anos, o filme segue quatro famílias na sua procura da verdade. Activistas, jovens soldados rebeldes ou simples cidadãos, quer eles quer os seus parentes foram presos em várias partes de Marrocos. Cada um tenta descobrir a “razão”, para poderem fazer o luto. Mas quarenta anos depois, o estado secreto desvenda finalmente a existência de outro, segredo mais íntimo, o segredo de família.
Leïla Kilani, Casablanca, Marrocos, 1970. Depois de ter estudado economia em Paris, fez um Mestrado em História e Civilização e, ao preparar a tese na École des Hautes Études Sociales, começou a trabalhar como jornalista freelance em 1997 e a trabalhar em documentários em 1999.
In 2004, the King of Morocco launched an Equity and Reconciliation Commission to investigate state violence during the «years of lead». For three years, the film follows four families in their search for the truth. Activist, young rebel soldier or simple citizen, either they or their relations were imprisoned in different parts of Morocco. Each person tries to “find out”, discover a “reason”, to be able to mourn. But forty years later, the state secret finally unveils the existence of another, more intimate secret, the family secret.
Leïla Kilani, Casablanca, Morocco, 1970. After studying Economy in Paris, obtaining a Master’s Degree in Mediterranean History and Civilisation, and preparing a thesis at L’École des Hautes Études Sociales, she started working as a freelance journalist in 1997 and working on documentaries in 1999.
2002 Zad Moultaka, passages - Tanger, le rêve des brûleurs / 2008 Nos lieux interdits
Um Assunto de Pretos,
Osvalde Lewat-Hallade, Camarões/França, 2006, 90'
DOM 13 16h CCFM
SAB 19 16h SCALA
Março 2000, um decreto do Presidente da República dos Camarões estabeleceu uma Unidade de Comando Operacional para combater o desenfreado banditismo na região de Douala. A Unidade apresenta o que veio ao de cima em conversações: num ano, 1600 pessoas desapareceram ou foram mortas. Um ano mais tarde, nove jovens homens desapareceram. O assunto foi apresentado ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Os acusados foram culpados de "não cumprir as ordens" e ilibados mas os procedimentos legais não chegaram a um termo. As famílias das vítimas têm de viver entre o desejo de justiça e a pressão para que os crimes sejam varridos para sempre da memória colectiva.
Osvalde-Lewat Hallade nasceu em 1976 nos Camarões. Como jornalista, publicou artigos culturais e sociais no “Cameroun Tribune”. Estudou no Instituto Nacional da Imagem e do Som (INIS) de Montréal e a Audiovisual School FEMIS em Paris. Como directora de documentário, interessa-se pelas pessoas, as suas vidas, as suas esperanças, os seus destinos e sobretudo, por Direitos Humanos. Os seus documentários ganharam prémios em vários festivais.
March 20, 2000, a decree by the President of the Republic of Cameroon set up an Operational Command Unit to tackle rampant banditry in the Douala region. The Unit introduced what amounted to round-ups: in one year, 1600 people disappeared or were killed. One year later, nine young men disappeared. The matter was submitted to the UN High Commissioner for Human Rights. The accused were found guilty of "failure to follow orders" and released but legal proceedings have not come to an end. The victims’ families have to live between the desire for justice and the pressure for the crimes to be wiped out forever from the collective memory.
Osvalde-Lewat Hallade was born in 1976 in Cameroon. As a journalist, she published cultural and social articles in the “Cameroun Tribune”. She studied at the Institut National de l'Image et du Son (INIS) of Montréal and at the FEMIS Audiovisual School in Paris. As a documentary director, she is interested in people, their lives, theirs hopes, their destinies and mostly, Human Rights. Her documentaries have won prizes in several festivals.
2000 Upsa’yimoowin, Le calumet de l’espoir / 2001 Itilga, les destinées / 2002 140, rue du Bac / 2003 Au-délà de la peine / 2005 Un amour pendant la guerre / 2006 Une Affaire de nègres
FILHAS DE LUCY
MIGRANT WOMEN. LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS
Myriam Xafrêdo dos Reis, Portugal, 2009, 60’
TER 15 16h AVENIDA
O filme apresenta os testemunhos, na primeira pessoa, de cinco mulheres emigrantes que, por opção ou vicissitudes inerentes à sua vontade, se fixaram em Portugal tendo Lisboa como pano de fundo. O documentário surge como um olhar poético da parte da realizadora, ela própria mulher migrante, portuguesa de origem angolana que, após ter vivido em Londres, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda e Lisboa, vai ao encontro de diferentes histórias narradas por cinco mulheres migrantes, provenientes de diferentes pontos do globo, Noruega (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Moçambique (Haula Heider), Brasil (Rosangela Martins) e Canadá (Renée Gagnon).
Nascida em Portugal mas de origem angolana, licenciou-se em Artes Teatrais Europeias em Londres após os diplomas em Artes de Performance e Média, e em interpretação no Instituto das Artes do Espectáculo de Lisboa. Desde 2000, trabalha como actriz em Londres e em Barcelona, tendo iniciado a sua actividade como realizadora com a curta-metragem "Inner City London", e como directora de produção de alguns espectáculos teatrais.
This film presents the testimony, in the first person, of five migrant women who, from choice or by an accident of fortune of their own doing, have settled in Portugal, with Lisbon as their backdrop. The documentary appears as the poetic view of the director, herself a migrant woman. She is Portuguese, of Angolan origin, who, after living in London, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda and Lisbon, seeks out different stories told by five migrant women from different corners of the globe, Norway (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Mozambique (Haula Heider), Brazil (Rosangela Martins) and Canada (Renée Gagnon).
Born in Portugal but with Angolan origins, BA in European Theatre Arts in London, diploma in Performance Arts and acting diploma at Lisbon Instituto das Artes do Espectáculo.
Myriam has been acting in London since 2000, ad had began her directing activity with the short film "Inner City London". From 2003 she directed the production of theatre performances.








